3 de mar. de 2005
Do Prazer à Dor #2
Lagavoulin 16 anos.
Entre outros vícios tem o álcool que hoje me rendi.
Depois de encarar o vício de outras pessoas em atrapalhar a
vida alheia e me deixar tomar por atitudes impensadas,
me rendi a um copo com gelo e Lagavoulin 16 anos.
Whisky Single delicioso que serviu como calmante após
conversar com a Paty (Sol), quem começou a me acalmar.
Sempre critiquei quem bebia para desestressar, mas desde que
voltei de Floripa peguei esse costume besta de utilizar algum
aditivo para relaxar.
De todos os meus vícios, o que sempre mais gostei foi a velocidade,
mas como estou sem carro estou usando de outro para relaxar.
Vocês devem estar achando estranho esse post, mas é que estou sob
efeito de cerveja, Smirnoff Ice e Lagavoulin 16.
Não, não é um vício e sim um relaxante muscular que usei para
curtir com minha irmã, a Fef´s e o Léo. Obrigado aos imbecis
que conseguiram me tirar do controle esta noite. Por vocês eu
adiantarei alguns poemas e vou postar um de meus prediletos.
Ainda sob efeito.
Ode aos Inimigos
Só tenho a lhes agradecer
Agradecer por tornarem minha vida divertida
Obrigado por tornarem-se referência
Referência de minha superioridade
Sem vocês a monotonia reinaria
Podem tentar infinitas vezes
Adoro seus jogos infantis
Já sei todos de trás para frente
É bom olha-los daqui de cima
Vocês jogam sem conhecer-me
Não sabem da essência do jogo
Desconhecem o fato de não haver regras
Serei feliz, queiram vocês ou não...
A cada vitória conheço-os melhor
Divirto-me com sua derrota
Mas vocês não aprendem nada com elas
Ajoelhem-se e beijem minhas mãos
Minha arrogância veio com minhas vitórias
Vocês elevaram-na a este ponto
Permitem-me que seja assim
Alimento-me de suas lágrimas
Não me comoverei com elas
Inimigos não precisam de meu coração
Mas no dia que rastejarem, dar-lhes-ei minhas mãos.
Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar
14/04/2004
23 de fev. de 2005
Do Prazer à Dor #1
100Km/h...
Não é nada para quem é viciado em velocidade, mas também
é mais do que o limite de velocidade da maioria das vias
públicas, e menos que o limite das boas estradas.
100Km/h...
É só o começo para pessoas como eu, 120Km/h... tá começando
a melhorar; a adrenalina aumenta, a direção fica mais leve, as faixas
passam mais rápido...
140Km/h...
Isso tá ficando bom, mais adrenalina, mais, mais; os carros
se aproximam cada vez mais rápido. E mais adrenalina!
160Km/h...
Piscar já se torna perigoso, olhar para o lado nem pensar, virar a
direção bruscamente então...
Você pára o carro e desce com as pernas tremendo.
100Km/h...
Se bater a essa velocidade num alvo imóvel...
...200Km/h.
22/02/2005
Do Prazer à Dor é uma série que começa falando sobre os vícios,
por serem muitos os vícios eu resolvi criar uma série para não
escrever um texto que ficasse cansativo.
Alguns sentidos
Ouça, ouça com atenção!
Está ouvindo o som?
É a batida de meu coração
Escute a paz a cada batida
Agora os anjos dormem
Dormem tranqüilos como quem cumpriu sua missão
Dormem com a canção
A canção de ninar de meu coração
Vamos caminhar pela rua de pedra
Amarela pela luz dos postes
Romântica pela luz da lua
Saudosa pela aparência
Caminhemos sempre de mãos dadas
Daqui para frente será sempre assim
Nossos corações batem em sincronia
Nossas almas se abraçam como uma só
Vamos, vamos ver o luar...
Sentar a luz de velas
Sorrir para nosso amor
Viver o presente que recebemos.
Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar
13/02/2004
16 de fev. de 2005
Vício(s) cada um tem o(s) seu(s).
Não importa qual(is) seja(m) você é viciado em alguma
coisa.
Você é um viciado e pronto!
Vá! Destrua-se da forma que melhor lhe convêm, deixe
teu vício te dominar e continue a dizer:
"Eu paro quando quiser."
Vai lá, você é forte e consegue fazer tudo o que quiser.
Também amo me destruir; cigarro, sexo, mulheres, amores,
paixões, correr de carro, me entregar, escrever, ser o
centro das atenções, ser o centro da sua atenção, ganhar
dinheiro, ser o melhor em tudo o que eu faço... Entre outros
que me tornam um viciado.
Coma doces para saciar teu vício, fume sua maconha para
relaxar, cheire tudo o que quiser para ficar ligado, encha a
cara para desinibir e descontrair, fume crack para sentir-se
perseguido, tome suas anfetaminas para emagrecer, fume
seu cigarro para acalmar, tome seu Lexotan 6mg para
dormir tranquilo, coma para saciar a tua ansiedade, injete-se
para sentir-se no paraíso, ligue para o maior número de
pessoas possível para não sentir-se sozinho, corra com seu
carro para sentir a adrenalina de quase morrer...
Somos todos doentes, dependentes de drogas legais e
ilegais que saciam nossas vontades e carências.
Somos todos doentes e dependentes de realizações e
sensações ; suprimos frustrações com o uso ou o excesso
de aditivos, alimentos, objetos e drogas, que mesmo por
minutos ou horas nos confortam.
Antes de se destruir mais uma vez assita "Requiem para
um sonho" e veja como somos fracos.
10/02/2005
Invisível
Violetas e velas para nós
Estão aqui ao nosso lado
Por toda à volta, nos cercam...
Deixando-nos sem saída
Onde estamos agora?
Estamos em lugar algum
Longe, longe da insanidade...
Próximos de conhecer nossa realidade
Diferenças comuns, pontos de discórdia...
Manias repentinas, loucuras ímpares...
Cada qual tem a sua
Divirta-se, divirta-se enquanto me arrisco!
Arisco por minha ansiedade
Tensão incontrolável de ser contrariado
Agonia da espera incessante
Apreensão, expectativa de saber sua reação...
Demora, espera acabando com a paciência!
Vontade de correr mundo a fora
Mais uma vez a indiferença vem me visitar
Deixe-me aqui de canto para divertir-se
Tenho que aprender a esperar
Tenho que aprender a te soltar
Não quero que mude
Não quero me machucar.
Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar
06/02/2004
9 de fev. de 2005
The Carnival is over...
Esqueça!
Você está certo disso?
Apagar recordações... é disso que preciso!
Assistindo a "O brilho eterno de uma mente sem lembranças"
vi a coisa mais óbvia, que todo mundo sabe mas nega-se a
ver.
Ao término de um relacionamento lembramos só de coisas
boas quando sentimos falta de nossos "ex", mesmo que
queiramos esquecer a pessoa, algumas coisas não queremos
apagar de nossa memória; consequentemente também não
esquecemos a pessoa.
Ser humano é complicado; as crianças são puras e inocentes,
já os adultos são complicados e problemáticos, sem exceção
à regra.
Cada um de nós complica a vida a seu modo e em aspectos
diferentes; o engraçado é que tem gente que parece gostar de
ser complicado e diz para todo mundo: "Eu sou complicado(a),
você não vai me aguentar."]Se alguém que já disse isso para
mim se enervar; me desculpe porque você não foi nem a primeira
e tenho certeza que não será a última pessoa a me dizer isso.
O pior de tudo é que sempre acabo me envolvendo com alguém
que me diz isso; é como se fosse um desafio a ser enfrentado.
Uma vontade enrome de mostrar a essas pessoas que elas são
complicadas porque elas querem, que elas acham que isso as
torna diferentes das demais. Elas são diferentes sim, têem
complicações diferentes, mas são igualmente complicadas como
qualquer um que as rodeiam.
E por que buscamos ser igualmente diferentes?
Porque queremos ser únicos, queremos ser notados e aplaudidos
pelos demais; não conseguimos nós mesmos nos aplaudirmos. Não
somos suficientemente bons para nós.
E ao meu ver, minha visão particular é que as pessoas que se
mostram satisfeitas demais consigo e se acham o máximo,
demosntrando isso com palavras e atitudes; essas são as pessoas
mais inseguras por tentarem mostrar que são seguras.
"Quem precisa de atitude é falso" (Nietzche)
Dor
Pensei que não fosse doer
Mas dói agora, dói meu peito neste momento...
Pensei que seria fácil, assim como foi rápido...
Mas se fosse fácil não teria graça
Agora essa saudade me machuca
Agora o tempo me deixa angustiado
Essa tal dor resolveu me atormentar
Me traz recordações que me torturam
Desde quando a conheci, me lembro de todos detalhes...
Quando senti pela primeira vez seu perfume
Um breve toque num simples beijo de despedida
A ansiedade de uma próxima vez
Mais rápido do que pensei te vi
Você disse-me ter resistido
Tive que partir
A ansiedade da próxima vez
Que tortura com meus sentidos...
Sentir seu beijo e vê-la partir
Leva contigo meus sentimentos
Levo comigo só recordações
Seu beijo, ah seu beijo...
Beijo de serpente que envenena a alma
Deixa seqüelas no coração
Paralisia cerebral
Não penso em mais nada desde então
Não quero mais nada desde então
Só sinto saudades e dor em meu peito
Só sinto você em meu coração.
Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar
28/01/2004
2 de fev. de 2005
E eu gosto disso!
Ontem eu encontrei-a.
Ela estava linda como sempre; e como sempre foi muito bom,
quer dizer, foi ótimo, gostoso e como sempre sincero.
Como gosto de escutá-la falar sobre ela, sobre o que tem feito,
sobre o que quer fazer e sobre nada... é verdade, conversamos
sobre nada também!
Nada de importante e substancial, falamos sobre amenidades e
coisas fúteis.
Como sempre demos muitas risadas; adoro ouvi-la rindo das
besteiras que falamos e sobre tudo o que falamos... mas também
sobre o nada... huahuahuahuahua...
Como é bom ouvi-la mesmo as quatro da manhã quando tenho que
que acordar as oito no dia seguinte.
E nos gostamos de verdade, nos gostamos demais como amigos
e confidentes.
Lembramos o que passou e falamos das saudades que temos;
lembramos o que deixamos de fazer e o que fazemos separados.
Por fim...
Beijo, tchau e boa noite!
Tu...Tu...Tu...Tu...Tu...
Até o telefone calar-se e eu encontrá-la novamente, mas agora a vejo!
E como é bom vê-la... como é bom...
Ela e sua alegre tristeza seu mundo perfeito que mescla um estilo rebelde
com luzes cor-de-rosa. Como ela ama esse seu mundo perfeito.
Sim, alegre tristeza porque assim como eu ela sorri, mas nunca parece de
verdade porque temos olhos tristes.
Triiim...Triiim...Triiim...Triiim...Triiim...
Oito horas... melhor eu levantar...
A Dança
Enquanto a música da vida toca ela dança
E o Sol ilumina seus olhos
Mesmo quando ela tenta se esconder dele
Sinto esse milagre quando ela sorri
E ela dança conforme a música
Cadenciando o ritmo dela
Mas agora ela está começando
Ainda não precisa se levantar para a luta
E ela dança em queda livre
Seu coração bate intensamente por si
E ela luta o tempo todo por seus desejos
Ela sabe o que deseja
E ela dança freneticamente em seu ritmo
Mesclando sensualidade, vulgaridade e inocência...
Nem ela sabe direito o que é
Não sabe dizer o que vê no espelho
Não, na verdade ela sabe como dançar
E assim vive cada dia sem espectativas
Simplesmente os vive!
Um de cada vez, não espera que nada aconteça
E ela conduz a música com a sua dança
Faz tudo a seu modo, ao modo que lhe convém
Batalha pelo que quer e o resto deixa acontecer
E voa em seus sonhos e devaneios
E ela flutua enquanto dança
Leve e esguia... enfeitiçando quem a vê
Ela é a criança mimada, a menina levada e a mulher amada
E ela sabe dançar...
Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar
02/02/2005
26 de jan. de 2005
Eu mesmo matei!
Aqui mato meu sentimentalismo!
Que venha a era da razão, afinal tudo é muito lógico e prático.
Se esforce e conseguirá alcançar, tudo é teoria a ser colocada
em prática; e romances são para serem lidos e não vividos.
"Não há mais lugar pra quem quer viver um grande amor
Ninguém quer saber de parar pra pensar um pouco mais com
o coração" (ZERO)
Escutei, cantei e escrevi isso por quase vinte anos, só esqueci
de me ligar que essa é a realidade.
Tô exausto, exausto de tentar fazer minhas próprias regras,
exausto de viver um "Sonho Lúcido" (Vanilla Sky), assim como
no filme onde há uma Juliana e uma Sofia eu queria poder
gritar "Suporte técnico, suporte técnico..." e aparecer alguém
para me dar a opção de continuar meu sonho ou acordar para
a realidade.
Na verdade eu sou meu suporte técnico e escolhi a realidade,
não quero mais fantasiar romances, idealizar pessoas,
atravessar armaduras; agora eu vestirei a minha para que
ninguém a penetre.
No máximo continuarei a escrever, as pessoas gostam de ler
sobre os sentimentos, não sei bem o porque já que não gostam
de vivê-los.
"Tenho medo de altura, não pela altura, mas pelo impacto"
(Vanilla Sky). Minhas últimas quedas me fizeram em pedaços,
agora não quero nem mais chegar ao topo para não me sentir
tentado a pular. Como isso?
Não pegarei mais o elevador.
Li num post antiogo de um flog que:
"Essa é para sempre. Infelizmente nem tudo na vida é assim"
Era a respeito de uma linda tatuagem em uma linda pessoa.
Já que realmente nem tudo é para sempre e até as tatuagens
hoje podem ser apagadas; declaro aqui a morte do meu
exagerado sentimentalismo.
Uma amiga minha me disse para escolher a estrada do meio.
Concordo que esse seja o caminho, mas para isso preciso
primeiro conhecer a razão; o coração eu já conheço. Depois
vou pela estrada do meio ou não.
Acabou, esquece!
Isso me marcou bastante, acho que essa frase foi a gota d´água
para mim, desde que escutei-a em novembro tudo mudou.
Voltei a ver que somos descartáveis como tudo em nossa vida.
"Ficam os beijos, fica a memória" (Capital Inicial)
Ainda li isso, só que continuei cantando e doeu...
"eu nem me lembro mais"
Doeu porque me lembro.
Chega de procurar uma linda história de amor nesse mundo onde,
o que cada um quer é se proteger para não saqir machucado. Não
espero que me dêem as boas vindas, e nem vou esperar ser
convidado
"Mein Hertz Brennt" (Rammstein)
Acabou, não queima mais, apaguei o fogo porque a última que o
incendiou me ensinou que viver é preciso, amar não!
Quando resolvi não mais machucar ninguém, eu mesmo me
machuquei.
Da última vez não saí machucado, saí insatisfeito porque queria mais.
E ela?
Não sei, mas pelo que me parece está bem em relação ao que tivemos,
ela sabe até onde ir. Eu preciso aprender.
E dessa vez parece que aprendi sem bater a cabeça.
Quem lê esse singelo blog sabe que até aqui sempre escrevi o que
sinto das fantasias que vivi; daqui para frente vou escrever fantasias,
ficção e coisas que não sinto mais.
Sonhar com um beijo que demora para acontecer enquanto os rostos
se tocam a meia luz, ou aquele beijo debaixo de chuva, um sorriso de
gratidão, um carinho, um cuidado... Não, já tive tudo isso graças a uma
pessoa.
Fui feliz enquanto estava com ela.
Agora serei feliz lutando pelos meus sonhos capitalista, casa, carro e
uma boa vida para a minha filha.
Que eu envelheça só mas terei a certeza que tive tudo que sonhei.
Carinho?
Tenho minha família, filha e amigos.
Prazer?
Basta escolher, basta pagar...
Compania?
Livros, música, um copo de qualquer coisa e um cigarro.
Felicidade?
Alcançar tudo o que sonhei.
As mulheres que tive?
Cada uma ficou com um pedaço vital meu.
Ju?
Quero mais, sempre vou querer. Foi pouco.
Envolvimento?
Distância, só comigo agora.
Aqui mato meu sentimentalismo!
Até quando isso durará?
Até o dia que "alguém" quiser ter um amor, um romance.
E não só ler.
ABRE LOS OJOS
Open your eyes
O mundo é escuro para quem tapa os olhos
É escuro porque elas o querem assim
O medo as faz cegas por opção
O medo não as deixa se mostrar aos outros
Máscaras, armaduras, óculos escuros, peneiras...
De nada adianta esconder-se, tudo é superficial
Não há sentido em fugir do mundo, criar um seu...
A fantasia pode nos ajudar a viver, mas nos esconde!
Como contemplar o belo sem ver o feio antes?
O que seria do doce sem o amargo?
O que seria do amor sem ter antes sentido dor?
O que será do mundo se você não olhá-lo?
Felicidade... ah, a tal felicidade...
Ela está em qualquer lugar onde queiramos
Só que não a temos porque achamos que é difícil ser feliz
Estamos habituados a sofrer para sermos felizes
A felicidade pode estar num telefonema
Numa paisagem, numa visita inesperada, numa viagem...
Depende de onde você a procura
A felicidade começa em seu espelho
Encare-se uma vez!
Olhe-se de frente e veja se você é quem você quer
Ou se você é o que os outros esperam
Você já se viu?
Nunca te vi, sempre te amei
Essa é a sensação quando você é o que você quer
Não nos acostumamos a sermos o que nós queremos
Você já se viu?
Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar
26/01/2005
20 de jan. de 2005
Suplico uma amnésia!
E assim vou atravessando os dias.
Tentando em vão distrair a mente e o coração.
Desperdiçando horas tentando me convencer que acabou, fazer de
conta que não aconteceu, me condicionar a minha nova realidade
de querer estar e ser só.
Sempre fui assim... sozinho eu vivi e tentei viver com outras pessoas.
Mas não! Eu sou e quero ser só!
Não quero mais ter ninguém, não quero mais ter saudade; já me
basta o que restou de tudo e de todos, não quero mais recordações
para chorar.
Rostos, gestos, gostos, cheiros, corpos, vozes, olhares, beijos...
Maldita memória que me castiga a todo momento trazendo tudo a
tona , espancando meu coração e inundando minha face.
Até procuro me distrair em outros beijos, sentir novos cheiros, me
envolver com outros olhares... mas minha mente insiste em me
castigar.
Por que ela não sai daqui? Por que? Por que? Por que?
Vai embora AGORA!!!! POR FAVOR me deixe em paaaaz...
SUMA da minha menteee...
NÃÃÃÃÃÃO!!! Isso não aconteceu... foi tudo uma mentira que eu
criei porque me senti bem.
Nada que é tão bom deve durar TÃO POUCO!
POR FAVOR DEUS!!! POR FAVOR, ME AJude a esquecê-la, tire-a
da minha mente já que não posso tê-la!!!
Escute o suplício desse coração que insiste em arder por ela
incessante.
Será que não sou eu que não quero esquecê-la?
Pode ser... mas só quero me sentir feliz mais uma vez.
Na minha mente
E ela ainda está lá...
Bem como a vi da última vez
Com seu sorriso lindo e seus olhos tristes
Assim é ela...
E ela ainda está lá...
Como na última vez que nos falamos
Com seu jeito ansioso de falar gesticulando
Escondendo o que realmente sente
E ela ainda está lá...
Não sei bem fazendo o que
Ela sempre guardou sua privacidade
Nunca deixou-me atravessar essa barreira
E ela ainda está lá...
Relembrando o seu passado
Na dúvida se o quer no presente
Confusa entre seu coração e sua mente
Queria eu ainda estar lá
Não sei se queria ter voltado
A saudade me traz essa questão
Mas preciso aquietar meu coração
E ela ainda está lá...
E eu aqui pensando que outro alguém me faria esquecê-la
Mas não foi assim
Só aumentou a vontade de vê-la
Porque com ela era sincero
Porque com ela havia troca
Porque com ela eu queria estar
Assim é ela...
Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar
20/01/2005
12 de jan. de 2005
E ela me ensinou...
Quem nunca abriu a geladeira ou o armário da cozinha e viu algo
que o deixou com água na boca, só que na hora em que você ia
matar a sua vontade percebe que o prazo de validade venceu?
Será que só acontece comigo?
Não, não me apaixonei e nem estou "amando" mais uma vez!
Mas sim, mil vezes sim! Eu me envolvi novamente e dessa vez
eu não tenho como levar adiante porque a distância não permite.
Sei que já larguei tudo uma vez e para largar a segunda eu não
exitaria. Só que desta vez vai ser diferente, não que não valha a
pena; porque vale muito mais a pena do que da primeira vez.
Só que tenho minhas responsabilidades para honrar.
Até eu estranho de me ouvir falando isso.
Que mania besta que eu tenho de querer furar as armaduras
e mostrar para aqueles que as usam, que eles também podem
amar.
Eu jamais me cansaria se tivese que tentar mais e mais vezes
chegar ao coração dela, ,as precisei voltar para casa.
Não, eu não a abandonei em momento algum, e dessa vez
também não me abandonei. Quero estar com ela porque era
eu mesmo e não um personagem que eu criei, sai do mundo
que criei para mim, abandonei minhas fantasias e finalmente
vivi uma realidade que eu não criei; aconteceu.
E ela me dizia: "Cris, vamos curtir e não nos preocupar se
amanhã nos veremos; a gente sabe que um dia vai acabar."
E ela estava certa.
Poema repetido, mas tem a ver com ela
Eloise
Agora dormirei com minhas lágrimas
Imaginando onde você está
Com minha loucura
Em por ti me importar
Para muitos parece irreal
Se importar com alguém, com uma imagem?
Mas enxergo além
Atravesso a sua armadura
Sua fragilidade me sensibiliza
Sua carapaça enfeitiça os insensíveis
Sinto-te através de seus olhos
Tire sua máscara para melhor te ver
Apesar de tantos disfarces
Enxergo seu coração
Amargurado, machucado...
Sensível à insensibilidade de falsas promessas
É bom te abraçar, senti-la perto!
Sentir que posso protege-la
Mas não é isso que queres
Queres mostrar que sua armadura a protege
Deixe-me chegar onde nunca ninguém esteve
Deixe-me mostrar como é forte a sua sensibilidade
Deixe-me encontrar o que nunca ninguém procurou
Deixe-me alcançar seu coração.
Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar
03/11/2003
6 de jan. de 2005
Insonia
Tá difícil dormir hoje, parece que faltou algo hoje...
e faltou mesmo.Estou de volta a SP e estou feliz, mas
tem algo me incomodando demais.
Desci no Tietê, peguei o metrô até a Luz, fiz baldiação
e peguei o trem; tava com saudade do subúrbio, de
gente de tudo quanto é jeito, do concreto, das fábricas
abandonadas... de São Paulo.
Olhos paralizados no nada, perdidos em algo que
jamais decifraremos porque cada um perde seu olhar
por um motivo... o meu...
bem, o meu...
A menina que tudo tinha
Estou com sede, sede de água
Quando aqui cheguei senti a sede saciada
Barulho, gente, subúrbio... descobri o que me faltava
Com a chuva vi que não era água
Tentei falar com ela a tarde
Tente, tentei... e nada!
Enquanto isso a noite chegava
Devagar, sorrateira... e minha mente dela lembrava
Quero mais do que aquele gole d´água
Quero o tempo todo a enxurrada
Não saciou minha sede
Foram apenas gotas na boca ressecada
E ela que tinha tudo... tinha medo
Confusa com as lembranças e sentimentos... amargurada
Achei que aquele gole mataria minha sede
Mas vejo que só deixou minhas papilas aguçadas
É engraçada essa sede específica
Você experimenta um pouco de tudo
Bebe de tudo tentando saciá-la
Mas não adianta nada
Sede insaciada... vontade que não acaba
Foi só um gole d´água... nem quente nem gelada
Terei de contentar minha sede
A menina que tudo tinha ficou com minha água.
Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar Para Ju
06/01/2005
Não deixem de ler o post anterior e comentar também
1 de jan. de 2005
Escrito em 31/12/2004
Prazo de validade
Acordei hoje pensando que tudo tem prazo de validade; e 2004
vence hoje, amanhã ele já não tem mais utilidade.
Mais uma vez tivemos 365 dias para fazer o que deveríamos,
queríamos ou nos foi imposto a fazer.
Este ano fiz várias coisas que eu queria fazer, muitas delas nem
olhei se tinham prazo de validade. Meu prazo de validade aqui em
Florianópolis está vencendo, e na próxima semana estou de volta
a São Paulo.
Florianópolis não é a Ilha da Magia, é sim a Ilha da Fantasia. Para
quem consegue viver com pouco e só trabalhar no verão (formigas),
ou para quem já acumulou bastante e quer paz é perfeito. Agora se
você quiser mudar de vida pensando em ganhar dinheiro...
... fuja daqui.
Enriqueci muito aqui em Floripa, monetariamente não mas sim
emocionalmente e intelectualmente.
Fui acusado de voltar a ser adolescente, inconsequênte e displicente,
tenho que concordar. Tentei ter muito, tentei viver com pouco e tentei
mudar minha forma de agir e de pensar. Não deu certo, tenho mais a
ver com SP.
Me atrapalhei, me ajudei, me apaixonei e desapaixonei, aprendi e errei;
voltei a aprender e me apaixonar. Agora vou me ajudar novamente
voltando voltando para o meu lugar.
O mais difícil vai ser deixar uma pessoa que se envolveu nisso tudo sem
saber que o prazo de validade logo venceria, assim como eu também não
havia pensado que fosse durar tão pouco.
Essa era a última coisa que eu queria para fechar a minha estada em
Floripa. Machucar alguém que não tem culpa.
Mas o pior é que não machuquei só uma pessoa nessa história toda.
Perdi a confiança do meu pai, preocupei minha mãe, irmã e meus amigos
de verdade. Resumindo, perdi muito esse ano mas aprendi o suficiente
para dar a volta por cima já em 2005!
Sobre aquela pessoa especial que falei eu espero que nosso prazo
de validade não vença, e que apesar da distância e das diferenças nós
consigamos manter a vontade de estar juntos, o respeito, o carinho e a
confiança.
Quero agradecer muito aos amigos Najja, Betão, Boy, MD, Cacá, Logan,
Fortinho, Pizato, Patrick, Edmundo, Leco, Pablo, Karine, Lilian, Thais,
Eliane e principalmente a Ju. Além do pessoal do Ilheus, Mônica, Fred,
Heloísa e Soledad. Faltou o Vilmar, Sr.Sete, Isolete e o pessoal todo de
Forquilhinhas.
E claro... meus pais, irmãos e amigos de SP.
2004 venceu!
2005 só começou!
Atenção na validade das coisas e no valor de cada uma delas.
Dezembro
Hoje resolvi fugir de tudo
Abaixar a cabeça e assumir meu erro
Pesar minhas atitudes
E ver que mais uma vez errei
Fiz o que queria ter feito
Tentei enquanto pude
Não suporto mais essa situação
O pouco que ainda tinha acabei de perder
Ganhei muito também
Amigos, amores...
Só mais saudade para doer
Só mais amigos para lembrar
Volto por falta de opção
Não tenho mais o que fazer aqui
O que tenho não me asegura
Me amedronta pelas diferenças
Pela primeira vez me sinto inferior
Percebo que não cresci nada
Não aprendi com meus erros
Me enganei ao acreditar ter aprendido
Dói ter que voltar de cabeça baixa
Mas essa não é a maior dor
O que mais machuca é deixá-la
Tê-la envolvido nisso não foi certo
Por que fui deixar isso acontecer?
Sabia que acabaria logo
Não sabia ao certo o porquê
Mas não deveria ter acontecido
Agora choro em silêncio
Mais uma vez me machuco
Só que machucarei quem eu não queria
Sentirei falta de teu sorriso
Não era o que eu queria para nós
Tive de mudar meus planos
Queria ficar aqui contigo
Conquistar o que brincamos de planejar
Me desculpe, não queria te envolver nisso
Meu desejo foi mais forte que minha coerência
Deixei-me levar pela vontade
Não pensei nas consequências
Devia ter partido antes de conhecê-la
Não doeria tanto como agora
Não aceitarei te machucar
Por que fui deixar isso acontecer?
Você não tinha nada a ver com a história!
Por que fui envolvê-la nisso?
Eu não tinha o direito de te envolver
Eu não devia ter me envolvido
E agora Mr.Writer, o que faço com isso tudo?
Como esquecer o que de melhor me aconteceu?
Pra que me envolver se não posso ter?
Tentei ter mais do que eu podia
As vezes escolhemos errado na hora certa
Outras escolhemos certo na hora errada
Não haveria problema algum nisso
Não se eu não a houvesse envolvido
Por que com você?
Você que foi o melhor que me aconteceu
Não era essa a minha inteção
Me desculpe se te machucar
Eu gosto de verdade dela
Eu realmente quero ficar com ela
Mas tenho que voltar para casa
Me desculpe, não queria te machucar
Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar
26/12/2004
24 de dez. de 2004
Natal...
Eu tinha preparado uma retrospectiva para postar mas resolvi mudar.
O que me aconteceu do início do ano até dezembro serviu para eu ver
o quanto eu sou importante nas minhas decisões e que os outros
podem me ajudar ou me prejudicar.
Agora percebo que as vezes deixamos de fazer coisas e elas podem
causar problemas, em especial uma eu espero que não tenha tentado
corrigir tarde demais (né Ju?).
O que importa é que achei que o que vim fazer aqui não tinha dado certo,
realmente não deu com quem eu esperava que fosse dar, mas tinha me
esquecido que nada acontece por um acaso.
Ju, graças a você floripa ainda me encanta; obrigado por cuidar de mim,
de estar ao meu lado e deixar eu cuidar de você.
Caí de moto e a dor maior não foi no dia dessa queda, a dor maior aconteceu
agora a pouco quando li um e-mail da Ju triste porque eu não tinha percebido
um pequeno detalhe que mudou muita coisa nos últimos três dias.
Ju, obrigado por me ajudar com os curativos e por me fazer tão bem.
Quero curtir tudo que eu puder ao seu lado sem me preocupar se isso um dia
vai acabar.
Feliz Natal a todos
29 de nov. de 2004
Jururu no Jurerê...
Estava a toa na vida e meu silêncio me acordou.
É verdade!
Meu silêncio fala alto e esbraveja quando estou desiludido,
briga e fala verdades sem papas na língua.
Quando me calo frente aos que me machucam ele arromba
a porta, entra sem pedir licença e começa a jogar os potes
onde tudo guardo contra a minha cabeça, que mesmo quieta
insiste em me incomodar.
Huahuahuahuahua...
Acredite se quiser, mas minha cabeça insiste em falar comigo
mesmo quando quero ficar quieto.
Não acontece com você?
Então pirei de vez...
Devo ser um psiconeuróticoeufóricodepressivocompulsivo...
Huahuahuahuahua...
Puta Que Pariu!
Faz bem gritar isso, já tentou?
Não?
Então procure a tecla Shift+Fuck of em sua vida, aperte, encha
bem os pulmões e grite...
PUTA QUE PARIU!
Não funcionou?
O treino leva à perfeição.
Mande as pessoas que opinam em sua vida contarem até mil e
saia de fininho; se não gostar de fugir inspire fundo e imite aquela
personagem da TV...
"Vem cá, te conheço?" "Eu hei"
Huahuahuahuahua...
Cansei de pessoas que dão ouvidos aos outros e vivem de aparência
para manter amigos imbecis que nada acrescentam; posso até estar
aqui jururu no Jurerê, mas sei que na minha vida mando eu!
Não gostou?
"Vem cá, te conheço?"
Huahuahuahuahua...
Obrigado a todos que querem o meu bem.
E quem não quer...
Eu estou bem aqui.
(escrito em 03/11/2004 mas mais atual que nunca)
Finito
Tchau!
Agora estou longe de teus risos falsos
Teus e daqueles que te cercam
Longe de tuas fugas e lamentos
Tchau!
Teu punhal de frieza não me ferirá mais
Meus ouvidos calaram teu silêncio
Teu silêncio deu brecha às minhas gargalhadas
Tchau! Agora estou longe
Mas me mantenho vivo por cumprir meu papel
Sei que me procurará quando se der conta
Mas nem por isso te esperarei sentado
Tchau! Agora estou longe
Assim você pode voltar a se destruir
Não terás mais a minha inconveniência
Aquela que você disse existir por cuidar de ti
Tchau! Faça bom proveito
Ususfrua da inimizade que te cerca
Desfrute da falsidade dos invejosos
E caia para eu rir e te ajudar a levantar
Tchau! Faça bom proveito
Agira estás sozinha como me pediu
Não me culpe pela sua vontade
Mais uma vez fiz o que me pediu
Adeus!
Insista no que sempre deu errado
Fuja das coisas boas que te oferecem
Siga teu caminho até a queda!
Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar
03/11/2004
22 de out. de 2004
Um dia para relembrar...
Ahhhh... as opções.
Agora percebo que todas as decisões realmentem influenciam desde
o momento que você a toma, assim como todos os momentos que
sucedem-na.
Antecipando as comemorações de meus 28 anos no próximo dia 28
(só se faz 28 anos no dia 28 uma vez na vida) e 1 ano de blog no dia
29; atualizo este com um certo pesar mesclado com ansiedade pelas
mesmas.
Esse que vos escreve é um fanático inveterado por carros e
automobilismo. Sempre sonhei em assistir ao vivo a um GP de
Fórmula 1. Em SP morava próximo ao Autódromo de Interlagos e
nunca tive a possibilidade de assistir a um se quer.
Mas o que isso tem a ver?
Muito!
Justamente este ano ganhei o ingresso para o setor G, para os três
dias,porém...
... não vou!
É verdade caro leitor, um comentário doloroso e verdadeiro; e porquê?
Porque tomei a decisão de mudar para Floripa, as coisas não sairam
exatamente como eu esperava e no momento que escrevi o rascunho
deste post estava em um treinamento para a seleção de uma empresa
de telemarketing; na qual ainda serei avaliado neste 23/10.
Resumindo... apesar de deixar de ir ao primeiro treino livre e ao treino
oficil, corro o risco de não ser aprovado... mas sei que serei, afinal eu
sou foda. E o domingo?
A correria de ir a SP sábado a noite e voltar a Floripa domingo a noite
me deixaria acabado na segunda-feira 25/10 que tenho exame de voz.
E mais... perderei a visita à minha família e minha filha; não só agora
mas também quando estiver contratado trabalhando aos sábados. E
excepcionalmente este mês ainda perderei o salão do automóvel que
nunca perdi e claro o meu aniversário ao lado da minha família.
O que mais dói?
Dói perceber que se realmente eu tivesse notado a importância verda-
deira das decisões antes, isso não teria acontecido.
Mesmo assim estou feliz...
Feliz porque as coisas começam a engrenar por aqui.
Portanto...
Parabéns para este aspirante a escritor, ao blog e parabéns à realidade
por se mostrar tarde, porém em tempo para mim...
Interlagos, ano que vem estou aí!
Loucura
Vamos espalhar nossa loucura pelo mundo
Mostrar do que ela é feita
Contagiar a todos sem exceção
Rir insanamente sem limites
Distribuir gratuitamente a nossa insensatez
Não meçamos as conseqüências
Ajamos conforme nossos sentimentos
Vivamos cada único momento
Deixemos os falsos risos de lado
Joguemos fora todas as máscaras
Vamos juntos caminhar
Esteja sempre comigo daqui por diante
Quero todas as noites olhar em teus olhos
Quero todas as noites acariciar tua face
Quero todas as noites beijar teus lábios
Quero todas as noites tocar seu corpo
Vamos nos perder em nossa loucura
Nos afogar em nosso suor
Engasgar em nossos beijos
Desfalecer de tanto nos amar
Vamos rir da loucura alheia
Exibir ao mundo a nossa alegria
Inveje-na, vocês jamais a terão!
Vamos espalhar nossa loucura pelo mundo.
Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar
28/01/2004
1 de out. de 2004
Qualquer um poderia escrever isso...
Eu disse que a amo...
Não sei bem o porque disse, mas enfim disse!
Sem expectativas de sua reação eu resolvi falar, não que fosse mudar
alguma coisa, mas achei interessante dividir este sentimento com ela, afinal
ela é o motivo dele existir.
Ela ficou triste, afinal achou que nosso sentimento fosse só familiar; é isso mesmo,
ela disse familiar como primos, irmãos... até que poderíamos ser, tamanha nossa
afinidade.
E coloquei-me a pensar sobre reencarnação...
...seria um carma de outra vida?
...seria castigo nos fazer tão próximos sem nos tocarmos?
...ironia de Deus? Pode ser...
Pode ser qualquer coisa que não um relacionamento homem mulher como este
meu amor é!
Quem sabe pago meus pecados e na próxima encarnação nos encontremos distante
um do outro, mas com o sentimento de amor que tenho por ela possa encontrá-la
e que ela me ame não mais como irmão ou primo...
...me ame como homem.
Mutação
Eu sou um mutante
Um mutante que a carrega em meus braços
Levo-te por onde for
Me transformo sem deixar de ser eu mesmo
Estou sempre em mutação
Mudo a cada momento
Mudo para fazê-la feliz
Mudo, mas continuo a te amar...
Posso mudar tudo
Posso mover montanhas
Posso mover-me entre elas
Mas nunca deixo de pensar em ti
Posso mudar tudo
Mudar de rua, cidade ou estado...
Posso mudar de mundo
Mas nunca minha personalidade
Posso mudar tudo
Desde o meu sorriso até o meu carinho
Mudo para vê-la sorrir
Mudo para com você estar
Para o mundo não pareço mudar
Para ti deixo transparecer
Deixo transparecer que mudo por você
Mas meu amor jamais muda.
Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar
27/01/2004
6 de set. de 2004
Lembranças de outra vida...
Sábado passado acordei com saudade de um outro tempo, de uma outra vida;
de um tempo em que preferia não ter compromissos com nada nem ninguém,
mas tinha e mesmo assim agia como se não tivesse.
Lembrei de pessoas, situações, cheiros, lugares, músicas...
...enfim, lembrei de tudo, inclusive de como me sentia bem com as atitudes que
hoje julgo erradas nos outros; não critico-os por isso, mas vejo que tê-las não me
beneficiou em nada.
Quer dizer, até que me beneficiou sim.
Aprendi que não vale a pena sacanear, trair, se aproveitar das pessoas porque isso
te faz mais fraco do que as pessoas que você julgava fracas; te faz mais vulnerável
do que um bebezinho em um berço... te faz mediocre!
Desde que comecei a pensar sobre isso há uns seis ou sete anos atrás venho
tentando reconstruir a confiança em mim e nos outros que me cercam, afinal, o
grande problema em julgar os outros fracos, trair e se aproveitar; é o medo de que
todo mundo possa fazer isso com você também.
Você desconfia de você, da sua capacidade de ser gentil, carinhoso, amigo... e
estarem te traindo, sacaneando, se aproveitando de você.
Isso tudo ocorre porque você percebe que o ser humano tem fraquezas, todos, sem
exceção nenhuma tem seu ponto de vulnerabilidade.
Antes de agir de modo "errado" ou de julgar alguém fraco, lembre-se que a
fraqueza dele pode ser a sua e um dia isso pode vir à tona e te pegar desprevenido
na hora que você mais precisar da sua confiança.
Quer fazer exercícios de auto-afirmação?
Use você mesmo, jamais os outros!
Falta
Penso em você a todo o momento
O que são as horas?
Há muito te procurava
Há muito pedi para você descer
Você se misturou em meio à multidão
Vivi toda minha vida a te procurar
A demora nos preparou para tudo isso
Tivemos que penar para nos encontrar
O medo! Ai que medo de tudo isso!
Quase impossível de acreditar
Se contar ninguém acredita
Nem conto de fadas é tão bom
Você realmente existe?
Volte em meus sonhos
Volte com seu vestido bordô
Venha para a nossa realidade
Deixemos tudo isso acontecer
Não tentemos explicar
O mundo não entenderia
Todos temem a felicidade
Este temor a afasta de todos
Não a temo, procuro-a...
Encontrei-a em ti
Não deixarei uma só lágrima te machucar!
Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar
26/01/2004
27 de ago. de 2004
A velhice...
Estou lendo Fome de Viver após muito tempo de ter assistido o filme e o livro me
fez pensar nesta questão:
O que é a velhice?
Cheguei a algumas respostas, conceitos que acabei criando e ainda continuo a
estudar em minha cabeça até onde eles são válidos.
Estive pensando sobre as rugas... e na minha insanidade cheguei a conclusão de
que as rugas aparecem cada vez que vc finaliza uma etapa de sua vida, de sua
"missão divina"; e não como prêmio, mas sim como demosntração de que você
atingiu um dos muitos objetivos de sua vida.
A diminuição de velocidade do raciocínio e dos reflexos deve ocorrer pelo mesmo
motivo... você começa a "sofrer" esta desaceleração a partir do momento que
realizou um determinado número de desafios que lhe foram "impostos" para a sua
missão aqui na Terra. Como você já cumpriu as missões que você precisava de
raciocínio e reflexos eles começam a diminuir.
Porém há algumas questões que ainda não consegui responder; por exemplo:
Meu avô hoje está com 83 anos e sofre do Mal de Alsheiner, por que após
envelhecermos sofremos de doenças que literalmente destroem nossas funções
vitais?
Será mais uma missão? Unir os familiares mesmo que de forma sofredora?
Ou seria um castigo por não ter desempenhado bem a sua missão, não ter
cumprido os desafios a que veio enfrentar aqui?
Ainda não entendo porque a ciência não se pôs a estudar esse fenômeno de
forma mais aprofundada.
Será que algumas pessoas envelhecem mais rápido por motivos genéticos? Ou
será por alguma razão divina?
Será a velhice um presente ou um castigo para nós?
Se conseguíssemos desvendar estas questões, quem sabe não envelhceríamos
mais orgulhosos de nossas rugas e da nossa crescente inutilidade...
Minotauro
Não me deixe só aqui!
Não, não me deixe nesse labirinto!
Quero encontrar a saída dele...
Não, não é isso o que eu quero!
Quero deixar marcas por onde passei
Quero adentrar cada vez mais em seus corredores
Mas quero lembra-me como entrei aqui
Que caminho segui para chegar ao centro
Venha comigo, deixe que eu a guie...
Está escuro, mas posso sentir o caminho...
Tem algo que me mostra por onde ir
Confiarei neste sentimento
Está ficando mais interessante
A distância do objetivo deixa o caminho escuro
Misterioso por si só, alucinante pela sensação...
Um desconhecido que temo por já conhecer
Está excitante continuar
Caminhar sem saber para onde
Olhar sem enxergar o caminho
Passos que não sei onde vão dar
Parece mais perto a cada momento
Nem por isso menos assustador
Um sentimento monstro, avassalador!
Vou seguir sem medo de onde chegar.
Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar
23/01/2004
12 de ago. de 2004
Quando se é pego de surpresa...
Situaçãozinha chata essa, né?
Pode ser boa ou ruim a surpresa sempre o deixa embaraçado e sem rea´ção; mas como é bom ser surpreendido com um presente, uma festa, uma atitude boa de alguém que você não espera, uma roupa diferente que ele ou ela coloca para te esperar... coisas assim.
Essas entre outras são as boas, mas neste fim de semana fui surpreendido de uma forma que nunca esperei. Uma pessoa X (vamos chamá-lo de GodFather) que sempre foi "meio fria" e "distante" agora parece que se aproximou, só que essa boa surpresa veio em uma hora ruim, justo quando me mudei para longe dela... cara, isso acabou comigo.
The GodFather sempre foi meio distante e parecia até insensível, só que de uns tempos para cá ele amoleceu seu coraçãozinho de pedra e tem mostrado que não tem um coraçãozinho, mas sim um baita corçãozão que estava petrificado. Foi o meu presente de dia dos pais, não foi material, não foi caro... não tem valor, não se compra, simplesmente você quer ou não recebê-lo; e GodFather... você realmente me surpreendeu e cada vez mais vejo que você é meu grande e melhor amigo, para alguns isso vai parecer cópia do que alguém escreveu em um cartão nesta data... e é, fiquei com inveja (das boas) de como essa pessoa conseguiu se expressar.
Valeu GodFather, sempre esperei por isso, só me chateia estar longe agora.
Insegurança
Cadê minha vida?
Parece que mais uma vez ela se foi
Parece ter partido sem destino certo
Sei que está longe, mas não sei onde...
Cadê o coração que em meu peito batia?
Não tenho certeza para onde foi
Sei que novamente entreguei-o
Deixei que fosse levado
Cadê a minha verdade?
Entreguei-a gratuitamente a ti
Doei-a sem as conseqüências medir
Confessei-me sem um padre me ouvir
Cadê o meu mistério?
Deixei-o em um canto escuro
Escondido no momento que dele precisei
Inconsciente de expor-me ao mundo
Cadê a minha segurança?
Não sei se um dia a tive
Não sei se confiei em mim
Não sei porque temo tudo
Cadê você agora?
Sei que está em algum lugar distante
Consciente de nossos sentimentos
Vamos nos resguardar para termos sempre nossos momentos.
Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar23/01/2004
4 de ago. de 2004
Depois de tempos, voltei...
Estive em SP semana passada e notei algo estranho.
Quando estamos há muito tempo em um lugar não notamos algumas
coisas, pequenos detalhes que passam as cegas por já estarmos acostumados
com o que vemos. Fiquei muito surpreso ao descer na rodoviária e pegar o
metrô para a estação Conceição, fiquei triste, deprimido e até mesmo quase
chorei; as pessoas em SP tem cara de triste, cansadas, stressadas, desapontadas,
sem esperança e de saco cheio. Pôxa, faz menos de um mês que estou fora e
voltar a SP me dá esta sensação ruim?
SP pecisa de uma injeção de ânimo que não sei de onde viria e nem quem daria
essa injeção, também fica complicado todos os dias você pegar trânsito, metrô e
ônibus lotados e não se incomodar com isso.
Ainda estou meio triste por isso, mas já passa...
Aconteceu muita coisa nestes cinco dias em SP, audiência, correria, poucas horas
de sono, reencontro com alguns amigos... foi bom.
E agora estou aqui, de volta à Ilha da Magia para continuar o que comecei com a
mesma força que planejei esta mudança.
Vou nessa!
Anjo para vida
Eu sou o anjo da vida
Com minhas asas enormes a te abraçar
Vôo pelo céu ao anoitecer
Vôo pela noite a te procurar
Guio-me pelos nossos corações
Guio-me pela sintonia de nossas almas
Procuro a luz de seus olhos
Está confuso, o brilho das estrelas me engana...
Sinto-a abraçar meu coração
Sinto minha vida longe palpitar em meu peito
Sei que estás comigo a todo o momento
Queria ter você agora, aqui...
Não temamos nosso presente
Nosso temor presente pode abalar nosso futuro
Venha, abrace-me como na primeira vez!
Abraça-me para que me sinta vivo
Não deixemos mais ninguém entrar
Sob minhas asas só há lugar para ti
Não me deixe escapar
Esqueçamos a forma vazia como vivíamos
Vamos abandonar os amores fúteis
Vamos nos ater somente aos nossos sentimentos
Não deixemos mais ninguém entrar
Sob minhas asas só há lugar para ti.
Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar
21/01/2004
22 de jul. de 2004
Cadê minha criatividade?
Acho que esqueci em SP...
E a audiência do Blog também esqueceu que ele existe.
Agora minha casa tem telefone e finalmente começarei a trabalhar, acabou a folgae as vindas ao Cyber Café.
Ontem estava pensando sobre o silêncio, foi profundo e do pensamento nasceu um poema novo, fazia tempo
que eles não apareciam com uma intensidade e expressão tão fortes.
Alguém me falou qdo comecei a escrever que teria épocas criativas e outras nem tanto, essa mesma pessoa
também disse que prefere o que escrevo quando não estou bem; são os poemas mais bonitos.
Engraçado que o de ontem veio numa época sem criatividade, num momento legal da minha vida e está ótimo,
modestia a parte, claro.
Já parou alguma vez para pensar sobre o silêncio?
No barulho que ele faz quando há uma discussão e uma das partes resolve se calar e abster-se da discussão?
É horrível, até fere mais do que palavras impensadas e atitudes violentas.
Adoro o silêncio, se você prestar atenção nele pode ser que aprenda alguma coisa, sempre que ocorre silêncio eu
paro para tentar escutá-lo... e consigo, gosto do som que ele tem, é um som que te ajuda a te escutar, sentir seu corpo,
escutar seus órgãos trabalhando... tô viajando, né?
O pior é que não!
Tente escutar o silêncio.
Aquele beijo
O que fizeste comigo?
Trouxe-me onde todos querem chegar
Hipnotizou meus sentidos
Deixou-me indefeso e vulnerável
Deixe eu cuidar de ti
Deixe carrega-la em meu colo
Feche os olhos e sinta-me acariciar sua face
Alva, suave... uma pétala
Brinco com seus sentidos
Sinto pela sua pele um arrepio
Parece um vento que soprou
Recebes com prazer um calafrio
Como é bela sua face
Penetrante é o seu olhar
Empolgante é o seu sorriso
Envolventes os teus lábios
Venha, caminhe comigo de mãos dadas...
Siga-me para que eu te proteja
Deixemos a chuva nos molhar
Lavar nossas almas
Há tempos sonho com isso
Antigo desejo que não realizei
A cena daquele beijo ainda em minha mente
Beijo na chuva, beijo imaginário...
Tem que ser com você
Sempre o sonhei com alguém especial
Alguém que entenda o sentido disso
Alguém que tenha o mesmo desejo
Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar
14/01/2004
14 de jul. de 2004
Aconteceu...
É verdade, já estou em Florianópolis a quase uma semana
e ainda não consegui organizar a casa. É, mudança dá trabalho.
Mas devagar estamos acertando as coisas.
Não é nenhuma mansão, mas já considero como meu castelo e isso
é o que importa; a partir dele começarei meu reinado de lutas e
vitórias, sempre disposto a encarar os desafios que tiver que
encarar.
Pela primeira vez estou levando algo até o final, apesar de estar
só começando não penso em desistir enquanto não conseguir.
Obrigado a todos que compareceram no Finnegan´s na despedida e aos
que não foram... sei que não deu para ir.
Obrigado pelas despedidas e telefonemas, vcs são ótimos.
Em breve retomo o ritmo normal do blog.
Ilha da loucura
Espírito de luz que acaba de surgir
Surge num momento oportuno
Leva-me à insanidade de sentir-te
Isolado por si só como opção
Ilumine-me com sua constante presença
Abrace-me para eu sentir sua energia fluir
Encanto de um encontro de almas
Luzes, sons e sensações...
Chamas de paz e tranqüilidade
Ao seu lado ouço a música dos anjos
Viagem astral por imacular um pecado
Toques delicados em sua pele alva
Sensação impar de nos isolar sem sentir
Sentirmos únicos sem nada ao redor
Silêncio absoluto em meio à tempestade
Almas abraçadas aos nossos próprios corpos
Momento inoportuno para o futuro
Único por se dar de presente
Sentimento de estar comigo e acompanhado
Tê-la comigo sem abandonar minha essência
Ofereço-te o meu ser como sou
Ofereço-te tudo o que me faz bem
Dou-lhe o prazer que desejar
Mas sei que aqui amanhã não estarás.
Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar
13/01/2003
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