23 de fev. de 2005

Do Prazer à Dor #1 100Km/h... Não é nada para quem é viciado em velocidade, mas também é mais do que o limite de velocidade da maioria das vias públicas, e menos que o limite das boas estradas. 100Km/h... É só o começo para pessoas como eu, 120Km/h... tá começando a melhorar; a adrenalina aumenta, a direção fica mais leve, as faixas passam mais rápido... 140Km/h... Isso tá ficando bom, mais adrenalina, mais, mais; os carros se aproximam cada vez mais rápido. E mais adrenalina! 160Km/h... Piscar já se torna perigoso, olhar para o lado nem pensar, virar a direção bruscamente então... Você pára o carro e desce com as pernas tremendo. 100Km/h... Se bater a essa velocidade num alvo imóvel... ...200Km/h. 22/02/2005 Do Prazer à Dor é uma série que começa falando sobre os vícios, por serem muitos os vícios eu resolvi criar uma série para não escrever um texto que ficasse cansativo. Alguns sentidos Ouça, ouça com atenção! Está ouvindo o som? É a batida de meu coração Escute a paz a cada batida Agora os anjos dormem Dormem tranqüilos como quem cumpriu sua missão Dormem com a canção A canção de ninar de meu coração Vamos caminhar pela rua de pedra Amarela pela luz dos postes Romântica pela luz da lua Saudosa pela aparência Caminhemos sempre de mãos dadas Daqui para frente será sempre assim Nossos corações batem em sincronia Nossas almas se abraçam como uma só Vamos, vamos ver o luar... Sentar a luz de velas Sorrir para nosso amor Viver o presente que recebemos. Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar 13/02/2004

16 de fev. de 2005

Vício(s) cada um tem o(s) seu(s). Não importa qual(is) seja(m) você é viciado em alguma coisa. Você é um viciado e pronto! Vá! Destrua-se da forma que melhor lhe convêm, deixe teu vício te dominar e continue a dizer: "Eu paro quando quiser." Vai lá, você é forte e consegue fazer tudo o que quiser. Também amo me destruir; cigarro, sexo, mulheres, amores, paixões, correr de carro, me entregar, escrever, ser o centro das atenções, ser o centro da sua atenção, ganhar dinheiro, ser o melhor em tudo o que eu faço... Entre outros que me tornam um viciado. Coma doces para saciar teu vício, fume sua maconha para relaxar, cheire tudo o que quiser para ficar ligado, encha a cara para desinibir e descontrair, fume crack para sentir-se perseguido, tome suas anfetaminas para emagrecer, fume seu cigarro para acalmar, tome seu Lexotan 6mg para dormir tranquilo, coma para saciar a tua ansiedade, injete-se para sentir-se no paraíso, ligue para o maior número de pessoas possível para não sentir-se sozinho, corra com seu carro para sentir a adrenalina de quase morrer... Somos todos doentes, dependentes de drogas legais e ilegais que saciam nossas vontades e carências. Somos todos doentes e dependentes de realizações e sensações ; suprimos frustrações com o uso ou o excesso de aditivos, alimentos, objetos e drogas, que mesmo por minutos ou horas nos confortam. Antes de se destruir mais uma vez assita "Requiem para um sonho" e veja como somos fracos. 10/02/2005 Invisível Violetas e velas para nós Estão aqui ao nosso lado Por toda à volta, nos cercam... Deixando-nos sem saída Onde estamos agora? Estamos em lugar algum Longe, longe da insanidade... Próximos de conhecer nossa realidade Diferenças comuns, pontos de discórdia... Manias repentinas, loucuras ímpares... Cada qual tem a sua Divirta-se, divirta-se enquanto me arrisco! Arisco por minha ansiedade Tensão incontrolável de ser contrariado Agonia da espera incessante Apreensão, expectativa de saber sua reação... Demora, espera acabando com a paciência! Vontade de correr mundo a fora Mais uma vez a indiferença vem me visitar Deixe-me aqui de canto para divertir-se Tenho que aprender a esperar Tenho que aprender a te soltar Não quero que mude Não quero me machucar. Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar 06/02/2004

9 de fev. de 2005

The Carnival is over... Esqueça! Você está certo disso? Apagar recordações... é disso que preciso! Assistindo a "O brilho eterno de uma mente sem lembranças" vi a coisa mais óbvia, que todo mundo sabe mas nega-se a ver. Ao término de um relacionamento lembramos só de coisas boas quando sentimos falta de nossos "ex", mesmo que queiramos esquecer a pessoa, algumas coisas não queremos apagar de nossa memória; consequentemente também não esquecemos a pessoa. Ser humano é complicado; as crianças são puras e inocentes, já os adultos são complicados e problemáticos, sem exceção à regra. Cada um de nós complica a vida a seu modo e em aspectos diferentes; o engraçado é que tem gente que parece gostar de ser complicado e diz para todo mundo: "Eu sou complicado(a), você não vai me aguentar."]Se alguém que já disse isso para mim se enervar; me desculpe porque você não foi nem a primeira e tenho certeza que não será a última pessoa a me dizer isso. O pior de tudo é que sempre acabo me envolvendo com alguém que me diz isso; é como se fosse um desafio a ser enfrentado. Uma vontade enrome de mostrar a essas pessoas que elas são complicadas porque elas querem, que elas acham que isso as torna diferentes das demais. Elas são diferentes sim, têem complicações diferentes, mas são igualmente complicadas como qualquer um que as rodeiam. E por que buscamos ser igualmente diferentes? Porque queremos ser únicos, queremos ser notados e aplaudidos pelos demais; não conseguimos nós mesmos nos aplaudirmos. Não somos suficientemente bons para nós. E ao meu ver, minha visão particular é que as pessoas que se mostram satisfeitas demais consigo e se acham o máximo, demosntrando isso com palavras e atitudes; essas são as pessoas mais inseguras por tentarem mostrar que são seguras. "Quem precisa de atitude é falso" (Nietzche) Dor Pensei que não fosse doer Mas dói agora, dói meu peito neste momento... Pensei que seria fácil, assim como foi rápido... Mas se fosse fácil não teria graça Agora essa saudade me machuca Agora o tempo me deixa angustiado Essa tal dor resolveu me atormentar Me traz recordações que me torturam Desde quando a conheci, me lembro de todos detalhes... Quando senti pela primeira vez seu perfume Um breve toque num simples beijo de despedida A ansiedade de uma próxima vez Mais rápido do que pensei te vi Você disse-me ter resistido Tive que partir A ansiedade da próxima vez Que tortura com meus sentidos... Sentir seu beijo e vê-la partir Leva contigo meus sentimentos Levo comigo só recordações Seu beijo, ah seu beijo... Beijo de serpente que envenena a alma Deixa seqüelas no coração Paralisia cerebral Não penso em mais nada desde então Não quero mais nada desde então Só sinto saudades e dor em meu peito Só sinto você em meu coração. Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar 28/01/2004

2 de fev. de 2005

E eu gosto disso! Ontem eu encontrei-a. Ela estava linda como sempre; e como sempre foi muito bom, quer dizer, foi ótimo, gostoso e como sempre sincero. Como gosto de escutá-la falar sobre ela, sobre o que tem feito, sobre o que quer fazer e sobre nada... é verdade, conversamos sobre nada também! Nada de importante e substancial, falamos sobre amenidades e coisas fúteis. Como sempre demos muitas risadas; adoro ouvi-la rindo das besteiras que falamos e sobre tudo o que falamos... mas também sobre o nada... huahuahuahuahua... Como é bom ouvi-la mesmo as quatro da manhã quando tenho que que acordar as oito no dia seguinte. E nos gostamos de verdade, nos gostamos demais como amigos e confidentes. Lembramos o que passou e falamos das saudades que temos; lembramos o que deixamos de fazer e o que fazemos separados. Por fim... Beijo, tchau e boa noite! Tu...Tu...Tu...Tu...Tu... Até o telefone calar-se e eu encontrá-la novamente, mas agora a vejo! E como é bom vê-la... como é bom... Ela e sua alegre tristeza seu mundo perfeito que mescla um estilo rebelde com luzes cor-de-rosa. Como ela ama esse seu mundo perfeito. Sim, alegre tristeza porque assim como eu ela sorri, mas nunca parece de verdade porque temos olhos tristes. Triiim...Triiim...Triiim...Triiim...Triiim... Oito horas... melhor eu levantar... A Dança Enquanto a música da vida toca ela dança E o Sol ilumina seus olhos Mesmo quando ela tenta se esconder dele Sinto esse milagre quando ela sorri E ela dança conforme a música Cadenciando o ritmo dela Mas agora ela está começando Ainda não precisa se levantar para a luta E ela dança em queda livre Seu coração bate intensamente por si E ela luta o tempo todo por seus desejos Ela sabe o que deseja E ela dança freneticamente em seu ritmo Mesclando sensualidade, vulgaridade e inocência... Nem ela sabe direito o que é Não sabe dizer o que vê no espelho Não, na verdade ela sabe como dançar E assim vive cada dia sem espectativas Simplesmente os vive! Um de cada vez, não espera que nada aconteça E ela conduz a música com a sua dança Faz tudo a seu modo, ao modo que lhe convém Batalha pelo que quer e o resto deixa acontecer E voa em seus sonhos e devaneios E ela flutua enquanto dança Leve e esguia... enfeitiçando quem a vê Ela é a criança mimada, a menina levada e a mulher amada E ela sabe dançar... Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar 02/02/2005

26 de jan. de 2005

Eu mesmo matei! Aqui mato meu sentimentalismo! Que venha a era da razão, afinal tudo é muito lógico e prático. Se esforce e conseguirá alcançar, tudo é teoria a ser colocada em prática; e romances são para serem lidos e não vividos. "Não há mais lugar pra quem quer viver um grande amor Ninguém quer saber de parar pra pensar um pouco mais com o coração" (ZERO) Escutei, cantei e escrevi isso por quase vinte anos, só esqueci de me ligar que essa é a realidade. Tô exausto, exausto de tentar fazer minhas próprias regras, exausto de viver um "Sonho Lúcido" (Vanilla Sky), assim como no filme onde há uma Juliana e uma Sofia eu queria poder gritar "Suporte técnico, suporte técnico..." e aparecer alguém para me dar a opção de continuar meu sonho ou acordar para a realidade. Na verdade eu sou meu suporte técnico e escolhi a realidade, não quero mais fantasiar romances, idealizar pessoas, atravessar armaduras; agora eu vestirei a minha para que ninguém a penetre. No máximo continuarei a escrever, as pessoas gostam de ler sobre os sentimentos, não sei bem o porque já que não gostam de vivê-los. "Tenho medo de altura, não pela altura, mas pelo impacto" (Vanilla Sky). Minhas últimas quedas me fizeram em pedaços, agora não quero nem mais chegar ao topo para não me sentir tentado a pular. Como isso? Não pegarei mais o elevador. Li num post antiogo de um flog que: "Essa é para sempre. Infelizmente nem tudo na vida é assim" Era a respeito de uma linda tatuagem em uma linda pessoa. Já que realmente nem tudo é para sempre e até as tatuagens hoje podem ser apagadas; declaro aqui a morte do meu exagerado sentimentalismo. Uma amiga minha me disse para escolher a estrada do meio. Concordo que esse seja o caminho, mas para isso preciso primeiro conhecer a razão; o coração eu já conheço. Depois vou pela estrada do meio ou não. Acabou, esquece! Isso me marcou bastante, acho que essa frase foi a gota d´água para mim, desde que escutei-a em novembro tudo mudou. Voltei a ver que somos descartáveis como tudo em nossa vida. "Ficam os beijos, fica a memória" (Capital Inicial) Ainda li isso, só que continuei cantando e doeu... "eu nem me lembro mais" Doeu porque me lembro. Chega de procurar uma linda história de amor nesse mundo onde, o que cada um quer é se proteger para não saqir machucado. Não espero que me dêem as boas vindas, e nem vou esperar ser convidado "Mein Hertz Brennt" (Rammstein) Acabou, não queima mais, apaguei o fogo porque a última que o incendiou me ensinou que viver é preciso, amar não! Quando resolvi não mais machucar ninguém, eu mesmo me machuquei. Da última vez não saí machucado, saí insatisfeito porque queria mais. E ela? Não sei, mas pelo que me parece está bem em relação ao que tivemos, ela sabe até onde ir. Eu preciso aprender. E dessa vez parece que aprendi sem bater a cabeça. Quem lê esse singelo blog sabe que até aqui sempre escrevi o que sinto das fantasias que vivi; daqui para frente vou escrever fantasias, ficção e coisas que não sinto mais. Sonhar com um beijo que demora para acontecer enquanto os rostos se tocam a meia luz, ou aquele beijo debaixo de chuva, um sorriso de gratidão, um carinho, um cuidado... Não, já tive tudo isso graças a uma pessoa. Fui feliz enquanto estava com ela. Agora serei feliz lutando pelos meus sonhos capitalista, casa, carro e uma boa vida para a minha filha. Que eu envelheça só mas terei a certeza que tive tudo que sonhei. Carinho? Tenho minha família, filha e amigos. Prazer? Basta escolher, basta pagar... Compania? Livros, música, um copo de qualquer coisa e um cigarro. Felicidade? Alcançar tudo o que sonhei. As mulheres que tive? Cada uma ficou com um pedaço vital meu. Ju? Quero mais, sempre vou querer. Foi pouco. Envolvimento? Distância, só comigo agora. Aqui mato meu sentimentalismo! Até quando isso durará? Até o dia que "alguém" quiser ter um amor, um romance. E não só ler. ABRE LOS OJOS Open your eyes O mundo é escuro para quem tapa os olhos É escuro porque elas o querem assim O medo as faz cegas por opção O medo não as deixa se mostrar aos outros Máscaras, armaduras, óculos escuros, peneiras... De nada adianta esconder-se, tudo é superficial Não há sentido em fugir do mundo, criar um seu... A fantasia pode nos ajudar a viver, mas nos esconde! Como contemplar o belo sem ver o feio antes? O que seria do doce sem o amargo? O que seria do amor sem ter antes sentido dor? O que será do mundo se você não olhá-lo? Felicidade... ah, a tal felicidade... Ela está em qualquer lugar onde queiramos Só que não a temos porque achamos que é difícil ser feliz Estamos habituados a sofrer para sermos felizes A felicidade pode estar num telefonema Numa paisagem, numa visita inesperada, numa viagem... Depende de onde você a procura A felicidade começa em seu espelho Encare-se uma vez! Olhe-se de frente e veja se você é quem você quer Ou se você é o que os outros esperam Você já se viu? Nunca te vi, sempre te amei Essa é a sensação quando você é o que você quer Não nos acostumamos a sermos o que nós queremos Você já se viu? Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar 26/01/2005

20 de jan. de 2005

Suplico uma amnésia! E assim vou atravessando os dias. Tentando em vão distrair a mente e o coração. Desperdiçando horas tentando me convencer que acabou, fazer de conta que não aconteceu, me condicionar a minha nova realidade de querer estar e ser só. Sempre fui assim... sozinho eu vivi e tentei viver com outras pessoas. Mas não! Eu sou e quero ser só! Não quero mais ter ninguém, não quero mais ter saudade; já me basta o que restou de tudo e de todos, não quero mais recordações para chorar. Rostos, gestos, gostos, cheiros, corpos, vozes, olhares, beijos... Maldita memória que me castiga a todo momento trazendo tudo a tona , espancando meu coração e inundando minha face. Até procuro me distrair em outros beijos, sentir novos cheiros, me envolver com outros olhares... mas minha mente insiste em me castigar. Por que ela não sai daqui? Por que? Por que? Por que? Vai embora AGORA!!!! POR FAVOR me deixe em paaaaz... SUMA da minha menteee... NÃÃÃÃÃÃO!!! Isso não aconteceu... foi tudo uma mentira que eu criei porque me senti bem. Nada que é tão bom deve durar TÃO POUCO! POR FAVOR DEUS!!! POR FAVOR, ME AJude a esquecê-la, tire-a da minha mente já que não posso tê-la!!! Escute o suplício desse coração que insiste em arder por ela incessante. Será que não sou eu que não quero esquecê-la? Pode ser... mas só quero me sentir feliz mais uma vez. Na minha mente E ela ainda está lá... Bem como a vi da última vez Com seu sorriso lindo e seus olhos tristes Assim é ela... E ela ainda está lá... Como na última vez que nos falamos Com seu jeito ansioso de falar gesticulando Escondendo o que realmente sente E ela ainda está lá... Não sei bem fazendo o que Ela sempre guardou sua privacidade Nunca deixou-me atravessar essa barreira E ela ainda está lá... Relembrando o seu passado Na dúvida se o quer no presente Confusa entre seu coração e sua mente Queria eu ainda estar lá Não sei se queria ter voltado A saudade me traz essa questão Mas preciso aquietar meu coração E ela ainda está lá... E eu aqui pensando que outro alguém me faria esquecê-la Mas não foi assim Só aumentou a vontade de vê-la Porque com ela era sincero Porque com ela havia troca Porque com ela eu queria estar Assim é ela... Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar 20/01/2005

12 de jan. de 2005

E ela me ensinou... Quem nunca abriu a geladeira ou o armário da cozinha e viu algo que o deixou com água na boca, só que na hora em que você ia matar a sua vontade percebe que o prazo de validade venceu? Será que só acontece comigo? Não, não me apaixonei e nem estou "amando" mais uma vez! Mas sim, mil vezes sim! Eu me envolvi novamente e dessa vez eu não tenho como levar adiante porque a distância não permite. Sei que já larguei tudo uma vez e para largar a segunda eu não exitaria. Só que desta vez vai ser diferente, não que não valha a pena; porque vale muito mais a pena do que da primeira vez. Só que tenho minhas responsabilidades para honrar. Até eu estranho de me ouvir falando isso. Que mania besta que eu tenho de querer furar as armaduras e mostrar para aqueles que as usam, que eles também podem amar. Eu jamais me cansaria se tivese que tentar mais e mais vezes chegar ao coração dela, ,as precisei voltar para casa. Não, eu não a abandonei em momento algum, e dessa vez também não me abandonei. Quero estar com ela porque era eu mesmo e não um personagem que eu criei, sai do mundo que criei para mim, abandonei minhas fantasias e finalmente vivi uma realidade que eu não criei; aconteceu. E ela me dizia: "Cris, vamos curtir e não nos preocupar se amanhã nos veremos; a gente sabe que um dia vai acabar." E ela estava certa. Poema repetido, mas tem a ver com ela Eloise Agora dormirei com minhas lágrimas Imaginando onde você está Com minha loucura Em por ti me importar Para muitos parece irreal Se importar com alguém, com uma imagem? Mas enxergo além Atravesso a sua armadura Sua fragilidade me sensibiliza Sua carapaça enfeitiça os insensíveis Sinto-te através de seus olhos Tire sua máscara para melhor te ver Apesar de tantos disfarces Enxergo seu coração Amargurado, machucado... Sensível à insensibilidade de falsas promessas É bom te abraçar, senti-la perto! Sentir que posso protege-la Mas não é isso que queres Queres mostrar que sua armadura a protege Deixe-me chegar onde nunca ninguém esteve Deixe-me mostrar como é forte a sua sensibilidade Deixe-me encontrar o que nunca ninguém procurou Deixe-me alcançar seu coração. Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar 03/11/2003

6 de jan. de 2005

Insonia Tá difícil dormir hoje, parece que faltou algo hoje... e faltou mesmo.Estou de volta a SP e estou feliz, mas tem algo me incomodando demais. Desci no Tietê, peguei o metrô até a Luz, fiz baldiação e peguei o trem; tava com saudade do subúrbio, de gente de tudo quanto é jeito, do concreto, das fábricas abandonadas... de São Paulo. Olhos paralizados no nada, perdidos em algo que jamais decifraremos porque cada um perde seu olhar por um motivo... o meu... bem, o meu... A menina que tudo tinha Estou com sede, sede de água Quando aqui cheguei senti a sede saciada Barulho, gente, subúrbio... descobri o que me faltava Com a chuva vi que não era água Tentei falar com ela a tarde Tente, tentei... e nada! Enquanto isso a noite chegava Devagar, sorrateira... e minha mente dela lembrava Quero mais do que aquele gole d´água Quero o tempo todo a enxurrada Não saciou minha sede Foram apenas gotas na boca ressecada E ela que tinha tudo... tinha medo Confusa com as lembranças e sentimentos... amargurada Achei que aquele gole mataria minha sede Mas vejo que só deixou minhas papilas aguçadas É engraçada essa sede específica Você experimenta um pouco de tudo Bebe de tudo tentando saciá-la Mas não adianta nada Sede insaciada... vontade que não acaba Foi só um gole d´água... nem quente nem gelada Terei de contentar minha sede A menina que tudo tinha ficou com minha água. Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar Para Ju 06/01/2005 Não deixem de ler o post anterior e comentar também

1 de jan. de 2005

Escrito em 31/12/2004 Prazo de validade Acordei hoje pensando que tudo tem prazo de validade; e 2004 vence hoje, amanhã ele já não tem mais utilidade. Mais uma vez tivemos 365 dias para fazer o que deveríamos, queríamos ou nos foi imposto a fazer. Este ano fiz várias coisas que eu queria fazer, muitas delas nem olhei se tinham prazo de validade. Meu prazo de validade aqui em Florianópolis está vencendo, e na próxima semana estou de volta a São Paulo. Florianópolis não é a Ilha da Magia, é sim a Ilha da Fantasia. Para quem consegue viver com pouco e só trabalhar no verão (formigas), ou para quem já acumulou bastante e quer paz é perfeito. Agora se você quiser mudar de vida pensando em ganhar dinheiro... ... fuja daqui. Enriqueci muito aqui em Floripa, monetariamente não mas sim emocionalmente e intelectualmente. Fui acusado de voltar a ser adolescente, inconsequênte e displicente, tenho que concordar. Tentei ter muito, tentei viver com pouco e tentei mudar minha forma de agir e de pensar. Não deu certo, tenho mais a ver com SP. Me atrapalhei, me ajudei, me apaixonei e desapaixonei, aprendi e errei; voltei a aprender e me apaixonar. Agora vou me ajudar novamente voltando voltando para o meu lugar. O mais difícil vai ser deixar uma pessoa que se envolveu nisso tudo sem saber que o prazo de validade logo venceria, assim como eu também não havia pensado que fosse durar tão pouco. Essa era a última coisa que eu queria para fechar a minha estada em Floripa. Machucar alguém que não tem culpa. Mas o pior é que não machuquei só uma pessoa nessa história toda. Perdi a confiança do meu pai, preocupei minha mãe, irmã e meus amigos de verdade. Resumindo, perdi muito esse ano mas aprendi o suficiente para dar a volta por cima já em 2005! Sobre aquela pessoa especial que falei eu espero que nosso prazo de validade não vença, e que apesar da distância e das diferenças nós consigamos manter a vontade de estar juntos, o respeito, o carinho e a confiança. Quero agradecer muito aos amigos Najja, Betão, Boy, MD, Cacá, Logan, Fortinho, Pizato, Patrick, Edmundo, Leco, Pablo, Karine, Lilian, Thais, Eliane e principalmente a Ju. Além do pessoal do Ilheus, Mônica, Fred, Heloísa e Soledad. Faltou o Vilmar, Sr.Sete, Isolete e o pessoal todo de Forquilhinhas. E claro... meus pais, irmãos e amigos de SP. 2004 venceu! 2005 só começou! Atenção na validade das coisas e no valor de cada uma delas. Dezembro Hoje resolvi fugir de tudo Abaixar a cabeça e assumir meu erro Pesar minhas atitudes E ver que mais uma vez errei Fiz o que queria ter feito Tentei enquanto pude Não suporto mais essa situação O pouco que ainda tinha acabei de perder Ganhei muito também Amigos, amores... Só mais saudade para doer Só mais amigos para lembrar Volto por falta de opção Não tenho mais o que fazer aqui O que tenho não me asegura Me amedronta pelas diferenças Pela primeira vez me sinto inferior Percebo que não cresci nada Não aprendi com meus erros Me enganei ao acreditar ter aprendido Dói ter que voltar de cabeça baixa Mas essa não é a maior dor O que mais machuca é deixá-la Tê-la envolvido nisso não foi certo Por que fui deixar isso acontecer? Sabia que acabaria logo Não sabia ao certo o porquê Mas não deveria ter acontecido Agora choro em silêncio Mais uma vez me machuco Só que machucarei quem eu não queria Sentirei falta de teu sorriso Não era o que eu queria para nós Tive de mudar meus planos Queria ficar aqui contigo Conquistar o que brincamos de planejar Me desculpe, não queria te envolver nisso Meu desejo foi mais forte que minha coerência Deixei-me levar pela vontade Não pensei nas consequências Devia ter partido antes de conhecê-la Não doeria tanto como agora Não aceitarei te machucar Por que fui deixar isso acontecer? Você não tinha nada a ver com a história! Por que fui envolvê-la nisso? Eu não tinha o direito de te envolver Eu não devia ter me envolvido E agora Mr.Writer, o que faço com isso tudo? Como esquecer o que de melhor me aconteceu? Pra que me envolver se não posso ter? Tentei ter mais do que eu podia As vezes escolhemos errado na hora certa Outras escolhemos certo na hora errada Não haveria problema algum nisso Não se eu não a houvesse envolvido Por que com você? Você que foi o melhor que me aconteceu Não era essa a minha inteção Me desculpe se te machucar Eu gosto de verdade dela Eu realmente quero ficar com ela Mas tenho que voltar para casa Me desculpe, não queria te machucar Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar 26/12/2004

24 de dez. de 2004

Natal... Eu tinha preparado uma retrospectiva para postar mas resolvi mudar. O que me aconteceu do início do ano até dezembro serviu para eu ver o quanto eu sou importante nas minhas decisões e que os outros podem me ajudar ou me prejudicar. Agora percebo que as vezes deixamos de fazer coisas e elas podem causar problemas, em especial uma eu espero que não tenha tentado corrigir tarde demais (né Ju?). O que importa é que achei que o que vim fazer aqui não tinha dado certo, realmente não deu com quem eu esperava que fosse dar, mas tinha me esquecido que nada acontece por um acaso. Ju, graças a você floripa ainda me encanta; obrigado por cuidar de mim, de estar ao meu lado e deixar eu cuidar de você. Caí de moto e a dor maior não foi no dia dessa queda, a dor maior aconteceu agora a pouco quando li um e-mail da Ju triste porque eu não tinha percebido um pequeno detalhe que mudou muita coisa nos últimos três dias. Ju, obrigado por me ajudar com os curativos e por me fazer tão bem. Quero curtir tudo que eu puder ao seu lado sem me preocupar se isso um dia vai acabar. Feliz Natal a todos

29 de nov. de 2004

Jururu no Jurerê... Estava a toa na vida e meu silêncio me acordou. É verdade! Meu silêncio fala alto e esbraveja quando estou desiludido, briga e fala verdades sem papas na língua. Quando me calo frente aos que me machucam ele arromba a porta, entra sem pedir licença e começa a jogar os potes onde tudo guardo contra a minha cabeça, que mesmo quieta insiste em me incomodar. Huahuahuahuahua... Acredite se quiser, mas minha cabeça insiste em falar comigo mesmo quando quero ficar quieto. Não acontece com você? Então pirei de vez... Devo ser um psiconeuróticoeufóricodepressivocompulsivo... Huahuahuahuahua... Puta Que Pariu! Faz bem gritar isso, já tentou? Não? Então procure a tecla Shift+Fuck of em sua vida, aperte, encha bem os pulmões e grite... PUTA QUE PARIU! Não funcionou? O treino leva à perfeição. Mande as pessoas que opinam em sua vida contarem até mil e saia de fininho; se não gostar de fugir inspire fundo e imite aquela personagem da TV... "Vem cá, te conheço?" "Eu hei" Huahuahuahuahua... Cansei de pessoas que dão ouvidos aos outros e vivem de aparência para manter amigos imbecis que nada acrescentam; posso até estar aqui jururu no Jurerê, mas sei que na minha vida mando eu! Não gostou? "Vem cá, te conheço?" Huahuahuahuahua... Obrigado a todos que querem o meu bem. E quem não quer... Eu estou bem aqui. (escrito em 03/11/2004 mas mais atual que nunca) Finito Tchau! Agora estou longe de teus risos falsos Teus e daqueles que te cercam Longe de tuas fugas e lamentos Tchau! Teu punhal de frieza não me ferirá mais Meus ouvidos calaram teu silêncio Teu silêncio deu brecha às minhas gargalhadas Tchau! Agora estou longe Mas me mantenho vivo por cumprir meu papel Sei que me procurará quando se der conta Mas nem por isso te esperarei sentado Tchau! Agora estou longe Assim você pode voltar a se destruir Não terás mais a minha inconveniência Aquela que você disse existir por cuidar de ti Tchau! Faça bom proveito Ususfrua da inimizade que te cerca Desfrute da falsidade dos invejosos E caia para eu rir e te ajudar a levantar Tchau! Faça bom proveito Agira estás sozinha como me pediu Não me culpe pela sua vontade Mais uma vez fiz o que me pediu Adeus! Insista no que sempre deu errado Fuja das coisas boas que te oferecem Siga teu caminho até a queda! Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar 03/11/2004

22 de out. de 2004

Um dia para relembrar... Ahhhh... as opções. Agora percebo que todas as decisões realmentem influenciam desde o momento que você a toma, assim como todos os momentos que sucedem-na. Antecipando as comemorações de meus 28 anos no próximo dia 28 (só se faz 28 anos no dia 28 uma vez na vida) e 1 ano de blog no dia 29; atualizo este com um certo pesar mesclado com ansiedade pelas mesmas. Esse que vos escreve é um fanático inveterado por carros e automobilismo. Sempre sonhei em assistir ao vivo a um GP de Fórmula 1. Em SP morava próximo ao Autódromo de Interlagos e nunca tive a possibilidade de assistir a um se quer. Mas o que isso tem a ver? Muito! Justamente este ano ganhei o ingresso para o setor G, para os três dias,porém... ... não vou! É verdade caro leitor, um comentário doloroso e verdadeiro; e porquê? Porque tomei a decisão de mudar para Floripa, as coisas não sairam exatamente como eu esperava e no momento que escrevi o rascunho deste post estava em um treinamento para a seleção de uma empresa de telemarketing; na qual ainda serei avaliado neste 23/10. Resumindo... apesar de deixar de ir ao primeiro treino livre e ao treino oficil, corro o risco de não ser aprovado... mas sei que serei, afinal eu sou foda. E o domingo? A correria de ir a SP sábado a noite e voltar a Floripa domingo a noite me deixaria acabado na segunda-feira 25/10 que tenho exame de voz. E mais... perderei a visita à minha família e minha filha; não só agora mas também quando estiver contratado trabalhando aos sábados. E excepcionalmente este mês ainda perderei o salão do automóvel que nunca perdi e claro o meu aniversário ao lado da minha família. O que mais dói? Dói perceber que se realmente eu tivesse notado a importância verda- deira das decisões antes, isso não teria acontecido. Mesmo assim estou feliz... Feliz porque as coisas começam a engrenar por aqui. Portanto... Parabéns para este aspirante a escritor, ao blog e parabéns à realidade por se mostrar tarde, porém em tempo para mim... Interlagos, ano que vem estou aí! Loucura Vamos espalhar nossa loucura pelo mundo Mostrar do que ela é feita Contagiar a todos sem exceção Rir insanamente sem limites Distribuir gratuitamente a nossa insensatez Não meçamos as conseqüências Ajamos conforme nossos sentimentos Vivamos cada único momento Deixemos os falsos risos de lado Joguemos fora todas as máscaras Vamos juntos caminhar Esteja sempre comigo daqui por diante Quero todas as noites olhar em teus olhos Quero todas as noites acariciar tua face Quero todas as noites beijar teus lábios Quero todas as noites tocar seu corpo Vamos nos perder em nossa loucura Nos afogar em nosso suor Engasgar em nossos beijos Desfalecer de tanto nos amar Vamos rir da loucura alheia Exibir ao mundo a nossa alegria Inveje-na, vocês jamais a terão! Vamos espalhar nossa loucura pelo mundo. Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar 28/01/2004

1 de out. de 2004

Qualquer um poderia escrever isso... Eu disse que a amo... Não sei bem o porque disse, mas enfim disse! Sem expectativas de sua reação eu resolvi falar, não que fosse mudar alguma coisa, mas achei interessante dividir este sentimento com ela, afinal ela é o motivo dele existir. Ela ficou triste, afinal achou que nosso sentimento fosse só familiar; é isso mesmo, ela disse familiar como primos, irmãos... até que poderíamos ser, tamanha nossa afinidade. E coloquei-me a pensar sobre reencarnação... ...seria um carma de outra vida? ...seria castigo nos fazer tão próximos sem nos tocarmos? ...ironia de Deus? Pode ser... Pode ser qualquer coisa que não um relacionamento homem mulher como este meu amor é! Quem sabe pago meus pecados e na próxima encarnação nos encontremos distante um do outro, mas com o sentimento de amor que tenho por ela possa encontrá-la e que ela me ame não mais como irmão ou primo... ...me ame como homem. Mutação Eu sou um mutante Um mutante que a carrega em meus braços Levo-te por onde for Me transformo sem deixar de ser eu mesmo Estou sempre em mutação Mudo a cada momento Mudo para fazê-la feliz Mudo, mas continuo a te amar... Posso mudar tudo Posso mover montanhas Posso mover-me entre elas Mas nunca deixo de pensar em ti Posso mudar tudo Mudar de rua, cidade ou estado... Posso mudar de mundo Mas nunca minha personalidade Posso mudar tudo Desde o meu sorriso até o meu carinho Mudo para vê-la sorrir Mudo para com você estar Para o mundo não pareço mudar Para ti deixo transparecer Deixo transparecer que mudo por você Mas meu amor jamais muda. Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar 27/01/2004

6 de set. de 2004

Lembranças de outra vida... Sábado passado acordei com saudade de um outro tempo, de uma outra vida; de um tempo em que preferia não ter compromissos com nada nem ninguém, mas tinha e mesmo assim agia como se não tivesse. Lembrei de pessoas, situações, cheiros, lugares, músicas... ...enfim, lembrei de tudo, inclusive de como me sentia bem com as atitudes que hoje julgo erradas nos outros; não critico-os por isso, mas vejo que tê-las não me beneficiou em nada. Quer dizer, até que me beneficiou sim. Aprendi que não vale a pena sacanear, trair, se aproveitar das pessoas porque isso te faz mais fraco do que as pessoas que você julgava fracas; te faz mais vulnerável do que um bebezinho em um berço... te faz mediocre! Desde que comecei a pensar sobre isso há uns seis ou sete anos atrás venho tentando reconstruir a confiança em mim e nos outros que me cercam, afinal, o grande problema em julgar os outros fracos, trair e se aproveitar; é o medo de que todo mundo possa fazer isso com você também. Você desconfia de você, da sua capacidade de ser gentil, carinhoso, amigo... e estarem te traindo, sacaneando, se aproveitando de você. Isso tudo ocorre porque você percebe que o ser humano tem fraquezas, todos, sem exceção nenhuma tem seu ponto de vulnerabilidade. Antes de agir de modo "errado" ou de julgar alguém fraco, lembre-se que a fraqueza dele pode ser a sua e um dia isso pode vir à tona e te pegar desprevenido na hora que você mais precisar da sua confiança. Quer fazer exercícios de auto-afirmação? Use você mesmo, jamais os outros! Falta Penso em você a todo o momento O que são as horas? Há muito te procurava Há muito pedi para você descer Você se misturou em meio à multidão Vivi toda minha vida a te procurar A demora nos preparou para tudo isso Tivemos que penar para nos encontrar O medo! Ai que medo de tudo isso! Quase impossível de acreditar Se contar ninguém acredita Nem conto de fadas é tão bom Você realmente existe? Volte em meus sonhos Volte com seu vestido bordô Venha para a nossa realidade Deixemos tudo isso acontecer Não tentemos explicar O mundo não entenderia Todos temem a felicidade Este temor a afasta de todos Não a temo, procuro-a... Encontrei-a em ti Não deixarei uma só lágrima te machucar! Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar 26/01/2004

27 de ago. de 2004

A velhice... Estou lendo Fome de Viver após muito tempo de ter assistido o filme e o livro me fez pensar nesta questão: O que é a velhice? Cheguei a algumas respostas, conceitos que acabei criando e ainda continuo a estudar em minha cabeça até onde eles são válidos. Estive pensando sobre as rugas... e na minha insanidade cheguei a conclusão de que as rugas aparecem cada vez que vc finaliza uma etapa de sua vida, de sua "missão divina"; e não como prêmio, mas sim como demosntração de que você atingiu um dos muitos objetivos de sua vida. A diminuição de velocidade do raciocínio e dos reflexos deve ocorrer pelo mesmo motivo... você começa a "sofrer" esta desaceleração a partir do momento que realizou um determinado número de desafios que lhe foram "impostos" para a sua missão aqui na Terra. Como você já cumpriu as missões que você precisava de raciocínio e reflexos eles começam a diminuir. Porém há algumas questões que ainda não consegui responder; por exemplo: Meu avô hoje está com 83 anos e sofre do Mal de Alsheiner, por que após envelhecermos sofremos de doenças que literalmente destroem nossas funções vitais? Será mais uma missão? Unir os familiares mesmo que de forma sofredora? Ou seria um castigo por não ter desempenhado bem a sua missão, não ter cumprido os desafios a que veio enfrentar aqui? Ainda não entendo porque a ciência não se pôs a estudar esse fenômeno de forma mais aprofundada. Será que algumas pessoas envelhecem mais rápido por motivos genéticos? Ou será por alguma razão divina? Será a velhice um presente ou um castigo para nós? Se conseguíssemos desvendar estas questões, quem sabe não envelhceríamos mais orgulhosos de nossas rugas e da nossa crescente inutilidade... Minotauro Não me deixe só aqui! Não, não me deixe nesse labirinto! Quero encontrar a saída dele... Não, não é isso o que eu quero! Quero deixar marcas por onde passei Quero adentrar cada vez mais em seus corredores Mas quero lembra-me como entrei aqui Que caminho segui para chegar ao centro Venha comigo, deixe que eu a guie... Está escuro, mas posso sentir o caminho... Tem algo que me mostra por onde ir Confiarei neste sentimento Está ficando mais interessante A distância do objetivo deixa o caminho escuro Misterioso por si só, alucinante pela sensação... Um desconhecido que temo por já conhecer Está excitante continuar Caminhar sem saber para onde Olhar sem enxergar o caminho Passos que não sei onde vão dar Parece mais perto a cada momento Nem por isso menos assustador Um sentimento monstro, avassalador! Vou seguir sem medo de onde chegar. Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar 23/01/2004

12 de ago. de 2004

Quando se é pego de surpresa... Situaçãozinha chata essa, né? Pode ser boa ou ruim a surpresa sempre o deixa embaraçado e sem rea´ção; mas como é bom ser surpreendido com um presente, uma festa, uma atitude boa de alguém que você não espera, uma roupa diferente que ele ou ela coloca para te esperar... coisas assim. Essas entre outras são as boas, mas neste fim de semana fui surpreendido de uma forma que nunca esperei. Uma pessoa X (vamos chamá-lo de GodFather) que sempre foi "meio fria" e "distante" agora parece que se aproximou, só que essa boa surpresa veio em uma hora ruim, justo quando me mudei para longe dela... cara, isso acabou comigo. The GodFather sempre foi meio distante e parecia até insensível, só que de uns tempos para cá ele amoleceu seu coraçãozinho de pedra e tem mostrado que não tem um coraçãozinho, mas sim um baita corçãozão que estava petrificado. Foi o meu presente de dia dos pais, não foi material, não foi caro... não tem valor, não se compra, simplesmente você quer ou não recebê-lo; e GodFather... você realmente me surpreendeu e cada vez mais vejo que você é meu grande e melhor amigo, para alguns isso vai parecer cópia do que alguém escreveu em um cartão nesta data... e é, fiquei com inveja (das boas) de como essa pessoa conseguiu se expressar. Valeu GodFather, sempre esperei por isso, só me chateia estar longe agora. Insegurança Cadê minha vida? Parece que mais uma vez ela se foi Parece ter partido sem destino certo Sei que está longe, mas não sei onde... Cadê o coração que em meu peito batia? Não tenho certeza para onde foi Sei que novamente entreguei-o Deixei que fosse levado Cadê a minha verdade? Entreguei-a gratuitamente a ti Doei-a sem as conseqüências medir Confessei-me sem um padre me ouvir Cadê o meu mistério? Deixei-o em um canto escuro Escondido no momento que dele precisei Inconsciente de expor-me ao mundo Cadê a minha segurança? Não sei se um dia a tive Não sei se confiei em mim Não sei porque temo tudo Cadê você agora? Sei que está em algum lugar distante Consciente de nossos sentimentos Vamos nos resguardar para termos sempre nossos momentos. Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar23/01/2004

4 de ago. de 2004

Depois de tempos, voltei... Estive em SP semana passada e notei algo estranho. Quando estamos há muito tempo em um lugar não notamos algumas coisas, pequenos detalhes que passam as cegas por já estarmos acostumados com o que vemos. Fiquei muito surpreso ao descer na rodoviária e pegar o metrô para a estação Conceição, fiquei triste, deprimido e até mesmo quase chorei; as pessoas em SP tem cara de triste, cansadas, stressadas, desapontadas, sem esperança e de saco cheio. Pôxa, faz menos de um mês que estou fora e voltar a SP me dá esta sensação ruim? SP pecisa de uma injeção de ânimo que não sei de onde viria e nem quem daria essa injeção, também fica complicado todos os dias você pegar trânsito, metrô e ônibus lotados e não se incomodar com isso. Ainda estou meio triste por isso, mas já passa... Aconteceu muita coisa nestes cinco dias em SP, audiência, correria, poucas horas de sono, reencontro com alguns amigos... foi bom. E agora estou aqui, de volta à Ilha da Magia para continuar o que comecei com a mesma força que planejei esta mudança. Vou nessa! Anjo para vida Eu sou o anjo da vida Com minhas asas enormes a te abraçar Vôo pelo céu ao anoitecer Vôo pela noite a te procurar Guio-me pelos nossos corações Guio-me pela sintonia de nossas almas Procuro a luz de seus olhos Está confuso, o brilho das estrelas me engana... Sinto-a abraçar meu coração Sinto minha vida longe palpitar em meu peito Sei que estás comigo a todo o momento Queria ter você agora, aqui... Não temamos nosso presente Nosso temor presente pode abalar nosso futuro Venha, abrace-me como na primeira vez! Abraça-me para que me sinta vivo Não deixemos mais ninguém entrar Sob minhas asas só há lugar para ti Não me deixe escapar Esqueçamos a forma vazia como vivíamos Vamos abandonar os amores fúteis Vamos nos ater somente aos nossos sentimentos Não deixemos mais ninguém entrar Sob minhas asas só há lugar para ti. Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar 21/01/2004

22 de jul. de 2004

Cadê minha criatividade?   Acho que esqueci em SP... E a audiência do Blog também esqueceu que ele existe. Agora minha casa tem telefone e finalmente começarei a trabalhar, acabou a folgae as vindas ao Cyber Café. Ontem estava pensando sobre o silêncio, foi profundo e do pensamento nasceu um poema novo, fazia tempo que eles não apareciam com uma intensidade e expressão tão fortes. Alguém me falou qdo comecei a escrever que teria épocas criativas e outras nem tanto, essa mesma pessoa também disse que prefere o que escrevo quando não estou bem; são os poemas mais bonitos. Engraçado que o de ontem veio numa época sem criatividade, num momento legal da minha vida e está ótimo, modestia a parte, claro. Já parou alguma vez para pensar sobre o silêncio? No barulho que ele faz quando há uma discussão e uma das partes resolve se calar e abster-se da discussão? É horrível, até fere mais do que palavras impensadas e atitudes violentas. Adoro o silêncio, se você prestar atenção nele pode ser que aprenda alguma coisa, sempre que ocorre silêncio eu paro para tentar escutá-lo... e consigo, gosto do som que ele tem, é um som que te ajuda a te escutar, sentir seu corpo, escutar seus órgãos trabalhando... tô viajando, né? O pior é que não! Tente escutar o silêncio. Aquele beijo   O que fizeste comigo? Trouxe-me onde todos querem chegar Hipnotizou meus sentidos Deixou-me indefeso e vulnerável   Deixe eu cuidar de ti Deixe carrega-la em meu colo Feche os olhos e sinta-me acariciar sua face Alva, suave... uma pétala   Brinco com seus sentidos Sinto pela sua pele um arrepio Parece um vento que soprou Recebes com prazer um calafrio   Como é bela sua face Penetrante é o seu olhar Empolgante é o seu sorriso Envolventes os teus lábios   Venha, caminhe comigo de mãos dadas... Siga-me para que eu te proteja Deixemos a chuva nos molhar Lavar nossas almas   Há tempos sonho com isso Antigo desejo que não realizei A cena daquele beijo ainda em minha mente Beijo na chuva, beijo imaginário...   Tem que ser com você Sempre o sonhei com alguém especial Alguém que entenda o sentido disso Alguém que tenha o mesmo desejo   Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar 14/01/2004

14 de jul. de 2004

Aconteceu... É verdade, já estou em Florianópolis a quase uma semana e ainda não consegui organizar a casa. É, mudança dá trabalho. Mas devagar estamos acertando as coisas. Não é nenhuma mansão, mas já considero como meu castelo e isso é o que importa; a partir dele começarei meu reinado de lutas e vitórias, sempre disposto a encarar os desafios que tiver que encarar. Pela primeira vez estou levando algo até o final, apesar de estar só começando não penso em desistir enquanto não conseguir. Obrigado a todos que compareceram no Finnegan´s na despedida e aos que não foram... sei que não deu para ir. Obrigado pelas despedidas e telefonemas, vcs são ótimos. Em breve retomo o ritmo normal do blog. Ilha da loucura Espírito de luz que acaba de surgir Surge num momento oportuno Leva-me à insanidade de sentir-te Isolado por si só como opção Ilumine-me com sua constante presença Abrace-me para eu sentir sua energia fluir Encanto de um encontro de almas Luzes, sons e sensações... Chamas de paz e tranqüilidade Ao seu lado ouço a música dos anjos Viagem astral por imacular um pecado Toques delicados em sua pele alva Sensação impar de nos isolar sem sentir Sentirmos únicos sem nada ao redor Silêncio absoluto em meio à tempestade Almas abraçadas aos nossos próprios corpos Momento inoportuno para o futuro Único por se dar de presente Sentimento de estar comigo e acompanhado Tê-la comigo sem abandonar minha essência Ofereço-te o meu ser como sou Ofereço-te tudo o que me faz bem Dou-lhe o prazer que desejar Mas sei que aqui amanhã não estarás. Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar 13/01/2003

8 de jun. de 2004

Sonhos, Metas e Objetivos Chega uma hora na vida da gente que nós temos que escolher que rumo tomar; na verdade a vida toda nós temos que pensar nisso, só que para algumas pessoas há uma demora para perceber isto. Queria ser uma daquelas pessoas que perceberam isso cedo e hoje já têm uma situação estável tanto pessoal quanto profisionalmente; pessoas que são admiradas por suas conquistas e benfeitorias, até mesmo pela sua posição social em relação a grande maioria menos favorecida. É claro que isso teria feito com que eu tivesse deixado de curtir tudo o que eu curti para me dedicar única e exclusivamente aos estudos e minha vida profissional. Só que há um porém, sem perceber eu escolhi um caminho a seguir sem pensar nas consequências, ou quem sabe pensando que seria fácil obter sucesso em todos os campos de minha vida sem me dedicar a nada. Engano meu. Me cansei de ser o "baixinho gordinho nerd" e me dediquei às atitudes impensadas e as vezes até egoístas para fazer o que eu achava melhor. Pixações em muros, baladas alternativas, experiência com drogas (mesmo que pequena), mulheres sem sentir nada... diversão, simplesmente diversão sem medir consequências. Mas parece que neste ano o grande dia chegou. E agora? Agora tenho que arriscar todas as cartas e o pouco (ou quase nada) que tenho. É isso aí, se você está insatisfeito com sua situação e não tem disposição para correr atrás do prejuízo nas formas normais (estudo, cursos e etc), arrisque tudo! Vá atrás de um emprego novo mesmo que seja para ganhar menos, mas vá fazer o que você gosta para ter pelo menos prazer por fazer; largue tudo e mude de cidade, estado ou país e saia a procura de seu sonho, recomece sua vida do zero mesmo que pareça difícil e dê um friozinho na barriga quando a data de partida se aproximar. A vida é assim! Ou você constrói tudo desde o início, ou corre atrás do prejuízo, ou... assuma o risco consciente da loucura que está prestes a cometer. Eu já escolhi meu caminho. Cansei da vidinha mais ou menos que levava até agora, que é resultado do tempo que desperdicei por não querer ser o "baixinho gordinho nerd"; em breve partirei para começar a "Minha Vida" do zero. E você, o que fará? Horas Dormi muito em muito pouco tempo Sono de uma noite eterna em horas Sono merecido, conquistado... Poucas horas para reaver minhas forças Não que fosse necessário Ao menos foi gratificante Dormir para reestabelecer-me Acordar logo, ansioso pela continuidade... Alma alimentada de prazer Corpo exausto pelo ato Olhos entreabertos de cansaço Sorriso na face... satisfação Hora que não quer passar Tempo paralisado pela ansiedade Não agüento a impaciência da espera Ansiedade que consome meu estado Corra tempo, corra para me alegrar! Não pare por nada até eu dizer basta! Pare somente quando eu a encontrar Pode parar para eternizar este momento Já é quase noite agora Estou indo ao seu encontro Agora as horas podem parar Vamos o pouco tempo que temos eternizar. Cristiano Rolemberg Carozzi Aguiar 12/01/2004